MAMMA MIA, HERE WE GO AGAIN

Sempre penso que a entrada da mãe da noiva deve ser especial…

Segue a dica de música e um texto publicado no blog do nosso casamento em 2008.

Esse texto é uma declaração de amor. Para a segunda (ou primeira) pessoa que mais espera e sonha com esse casamento. Não, não é o Daniel. Uma chance para vocês adivinharem:   Mamma.   Nunca tinha assistido a uma comédia chorando. Não chorando de rir. Chorando de emoção. E chorei mais duas horas depois. E continuo chorando agora escrevendo esse texto. Também não é tristeza. É emoção.   De tantos detalhes de um casamento… noivo, vestido, convites, igreja, decoração, padrinhos, convidados, amigos, familiares, listas, lembranças, foto, filmagem, música, iluminação… o único que nunca que me rendeu uma linha de expressão de preocupação (pois ainda é cedo para rugas) foi ela, minha mãe.   Muito pelo contrário, ela estava ali, do meu lado, em todos os momentos, para cuidar de cada um desses detalhes, para me aliviar as tensões, com um sorriso, com um carinho, com muito zelo, com o mais puro e lindo amor.   Ela sempre me conta uma história, que eu acho que diz tudo sobre o que habita o coração de mãe, sobre a primeira vez que ela veio a Porto Alegre depois de eu ter vindo desbravar novo mundo com dezessete anos.   Ela diz que quando chegou nessa cidade gigante (comparada com Cruz Alta é) e me viu branquinha, magrinha, com o casaquinho vermelho e as bolitas estaladas azuis, pronta para ir para o cursinho, teve no peito o maior aperto de sua vida.   Naquele momento eu acho que ela via a mesma menininha, de cinco anos, de saia jeans azul e camiseta branca, de mãos dadas com o Peto-Oji (como se auto-denominava o meu irmão), no primeiro dia de aula. E diz que, quando subiu no ônibus para voltar para a nossa casa em Cruz Alta, queria na verdade ficar do lado de fora da porta da sala de aula, para, no caso de eu titubear, ela estar ali, de braços abertos me esperando.   E assim, exatamente assim, ela sempre esteve. E é maravilhoso cada vez que eu abro a porta ver que ela está ali. Seja nos dias que não foram tão bons, seja nos dias mais maravilhosos, seja para levar uma notícia boa, seja para ganhar colo e conselhos, seja para me sentir mais segura, seja para mostrar o quanto amadureci.   E o mais incrível do amor de mãe é que ele não pede, necessariamente, igual retorno. Até porque, eu imagino, que um amor como o que eu recebo da minha mãe eu só poderei dar aos meus filhos. Ele é incondicional, sem qualquer cobrança, horário ou possibilidade de ser preterido em relação a qualquer outro compromisso. Sem prazo, sem pressa, sem limite, pra sempre, sem necessidade, tampouco, de ser dito.   Sua presunção é absoluta – como dizem no direito –, inafastável por qualquer outro elemento da vida. Imprescritível.   Querem uma dica? Se vocês quiserem sentir um pouco desse amor e entender ele ao menos 0,01%, façam o seguinte: No momento em que se abrirem as portas da igreja para eu entrar, virem-se poucos segundos depois e olhem para o rosto dela. Ela estará ali, mais uma vez me esperando. E será a pessoa mais feliz e mais realizada, pois verá nos meus olhos a felicidade plena de encontrar, no final do corredor, o meu grande amor (a minha metade). Unidos nós todos em uma só felicidade.    Tradução da música SLIPPING THROUGH MY FINGERS, do ABBA, em homenagem à Mamma, que tanto me fez chorar… de emoção.  
Com a mochila na mão
Ela sai de casa todas as manhãs
Dando adeus
Com um sorriso distraído
Eu a vejo partir
Com uma alegria daquela bem conhecida
E eu tenho que me sentar por um instante
Sinto que a estou perdendo para sempre
E sem realmente entrar em seu mundo
Fico feliz todas as vezes que
Eu posso compartilhar de seu sorriso
Essa pequena menina engraçada
Escorregando pelos meus dedos todo o tempo
Eu tento capturar cada minuto
De seu sentimento
Escorregando pelos meus dedos todo o tempo
Será que eu realmente vejo o que está em seu pensamento
Todas as vezes que eu penso estar perto de saber
Ela continua crescendo
Escorregando por entre meus dedos todo o tempo
Sono em nossos olhos
Ela e eu
Na mesa do café
Meio acordada
Eu deixo o tempo precioso passar
Então quando ela se vai
Fica este sentimento melancólico sem igual
E um sentimento de culpa que eu não posso negar
O que aconteceu
Às aventuras maravilhosas
Os lugares que eu planejei para irmos
(escorregando pelos meus dedos todo o tempo)
Bem, algumas delas nós fizemos, mas muitas não
E o porquê eu simplesmente não sei
Escorregando pelos meus dedos todo o tempo
Eu tento capturar cada minuto
De seu sentimento
Escorregando pelos meus dedos todo o tempo
Será que eu realmente vejo o que está em seu pensamento
Todas as vezes que eu penso estar perto de saber
Ela continua crescendo
Escorregando por entre meus dedos todo o tempo
As vezes eu gostaria de poder congelar a imagem
E salvá-la dos truques engraçados do tempo
Escorregando pelos meus dedos…
Escorregando pelos meus dedos todo o tempo
Com a mochila na mão
Ela sai de casa todas as manhãs
Dando adeus
Com um sorriso distraído

FESTIVAL DE PELOTAS (II)

Nas últimas duas semanas, estive em Pelotas, participando do I Festival internacional Sesc de Música. Foi, sem dúvida, um período muito bem aproveitado. Trabalho árduo todos os dias, de manhã à noite, aprendizado constante, amizades novas, concertos, boas perspectivas profissionais, enfim, uma miscelânia de experiências inesquecíveis.

Os professores Lício Bruno (RJ) e Luisa Giannini (Itália)   estão de parabéns pelo excelente trabalho feito com os alunos. Independentemente do nível técnico de cada um, foi visível que os ensinamentos renderam bons frutos e evoluções nítidas em todos. E o Festival não poderia ter sido encerrado com notícia melhor: uma nova edição já está marcada para ocorrer entre os dias 09 e 21 de janeiro de 2012.

BRUNA E GUSTAVO

Ontem à noite fizemos uma reunião virtual, via skype, com os noivos Bruna e Gustavo. Eles se casam em abril em Lagoa Vermelha, e os Noivos Cantores farão toda a parte musical da cerimônia. Foi um encontro ótimo. Repassamos todo o repertório e eles ficaram bastante contentes.

Gosto de casais que interagem e dão as suas opiniões sobre as músicas. Afinal, por mais que possamos oferecer sugestões e alternativas, o casamento só terá a cara do casal se eles interferirem diretamente nas decisões. A Bruna e o Gustavo são assim, interessados, dedicados, se atêm a todos os detalhes. 

O casamento deles será, sem dúvida, inesquecível. Eu e a Angie estamos muito, mas muito contentes mesmo em podermos fazer parte de um momento tão importante da  vida de ambos.

I do

As músicas da Colbie Caillat estão sendo das mais pedidas em casamentos. Desde a primeira Lucky – que ela canta com o queridíssimo Jason Mraz – e mesmo a mais tocada: Fallin’ For You.  Hoje, ouvi outra que, se eu casasse nesse ano, estaria certamente entre as minhas escolhidas. E acho que eu cantaria na hora do sim! Na hora do “I do”. Já imaginaram poder cantar: You make me wanna say  I do, I do, I do do do do do… Apreciem!!!

Angie